Papo sério, guloseimas e afins.

Sorte do dia:
"Ah se eu pudesse sacar meu revólver" (Madre Teresa de Calcuta)

“Não há nada que uma boa paulada na nuca não resolva” (Mahatma Gandhi)

“But we can, you kow we can Let´s lynch the landlord man!!!” (DEAD KENNEDYS)

“Take’em all, take’em all Put’em up against a wall and shoot’em Short and tall, watch’em fall Come on boys take’em all!!!” (COCK SPARRER)

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27/02/2011

Mas ééé Carnaval...

Apesar de tudo, junto com o carnaval vem aquela tristeza.... de saber que daqui a pouco começa o intervalinho sofrível até o ano novo. Mas ééé Carnaval....

Piratas do Tietê e Jacaré pulando carnaval ao som do Chico!

Então, o mínimo que podemos fazer é exercer nosso direito à luxúria e ao entorpecimento, "balançando as cadeiras", "arrastando as sandalhas" e aquecendo os tamborins para o inferno se instaurar na Terra:  É CARNAVAL NA GOZOLÂNDIA!..... E, como todos sabem ,não existe pecado ao sul do Equador. Então, todo mundo rebolando e suando o cóccix!

 Hey, gringo! Let's have some balaco-baco of boleco-teco! In Brazilian's FUCK we trust!



Eu realmente amo esse país....!
"...os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
Ela não vê que toda gente, já está sofrendo normalmente
Toda a cidade anda esquecida, da falsa vida, da avenida
..."

Divirtam-se, foliões, com uma sonzera de primeiríssima categoria! Aproveite logo pois esses links expiram meio rápido (ou seja, o blogspot remove a publicação).

LUXO E GLAMOUR PARA AS MASSAS....

MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL - Bateria Nota 10 (1975)
Para quem nunca ouviu falar, isso se chama samba. Repitam comigo: SAM-BA! Mestré André (José Pereira da Silva, 1938-1980) comanda a Bateria Nota 10 da Mocidade Independente e nos presenteia com uma das batucadas mais fodas já registradas em vinil. É sério! Mesmo se você for um daqueles sujeitos ruins da cabeça ou doentes do pé, com esse LP você vai sair por aí rebolando e suando o cóccix. 
Clique embaixo da capa ilustrada por Júlio Guerra e vá se preparando pro carnaval!

SAMBA À PAULISTA  - fragmentos de uma história esquecida (2007)
Documentário irado de Gustavo Mello sobre algumas histórias esquecidas a respeito do samba de São Paulo. Foi exibido na TV Cultura algumas vezes. Por meio de um extenso e inédito trabalho de pesquisa, o filme recupera personagens, músicas e arquivos do samba paulista, dando um panorama dessa importante manifestação popular que estava sendo esquecida. 

 Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, Largo do Paiçandu

Com a participação de personagens importantes dessa história como Toniquinho Batuqueiro, Oswaldinho da Cuíca, Evaristo de Carvalho, Dona Lola e Tio Mario e arquivos raros como o de Dionísio Barbosa, Henricão, Geraldo Filme e Inocêncio Tobias, "Samba à Paulista" reúne fragmentos que contam como essarica cultura, muitas vezes marginalizada, tem identidade e tradições próprias. 

 Tambu de Piracicaba

Um sotaque singular, que vem dos batuques do interior e chega na nova geração de sambistas. Veja tudo isso clicando nos links abaixo


E como nem só de samba vive o carnaval....


Ska & Skinhead Reggae (A CORTIÇA)
Para os fãs da tradicional música jamaica, eis uma compilação de algumas boas pedradas de Ska e Skinhead Reggae. 115MB do melhor rude boy style. Aqui você encontra Skatalites, Roland Alphonso, Don Drummond, Symarips, Upsetters e vários outros. Vale sempre lembrar que a melhor fonte de informações e discos desse estilo musical é o blog You & Me on a Jamboree. Vale a pena acessar! Fantastic!. 
Enquanto isso, clique no link abaixo da imagem e relembre os velhos tempos!

Ska & Skinhead Reggae – A CORTIÇA 

BURNING  SPEAR – Living Dub Vol. 02 (1980)
Sendo o segundo de uma série de seis álbuns de dub versões, em Living Dub Vol. 02 Winston Rodney ("Burning" era o nome do grupo, mas recaiu sobre ele) se diverte juntamente com Aston "Family Man" Barrett, Nelson Miller, Junior Marvin, Tyrone "Organ D" Downie, Earl "Wire" Lindo, Herman Marquis, Bobby Ellis, Egbert Evans.... precisa dizer mais? 
Clique no título do álbum de receba essa bigorna no cérebro.

BURNING  SPEAR – Living Dub Vol. 02 (1980)


Surf Music (A CORTIÇA)

Para quem está imaginando aquelas musiquinhas havaianas de luau de filme hoolywoodiano, esquece! Aqui você encontrará uma seleção de 175MB do que há de melhor na surf music de todos os tempos. Sonzera acelerada de grandes nomes como Dick Dale, Surfaris, Trashmen e até mesmo Al Hirt (que de surf não tem nada). 

Na foto abaixo, meu antigo comparsa Carlão em mais um dia duro de trabalho honesto no escritório em El Salvador. Clique no link embaixo dessa imagem e se prepare para um reverb melhor que o outro.



CANNONBALL ADDERLEY- Somethin' Else (1958)
Julian "Cannonball" Adderley, Miles Davis, Art Blakey, Hank Jones e Sam Jones estão juntos nesse histórico álbum do mais fino jazz. Sabe aquele seu Blue Label guardado para ocasiões especiais.... esse disco é uma ocasião especial. 
Chame os amigos, clique no título do álbum e noooossa....


Feliz 2011... Estamos contando os segundos à espera do próximo reveillon....

16/08/2010

TV CULTURA POR UM FIO

Por diversas vezes já alertamos nossos assíduos leitores: a TV Cultura já era!

 
 Dr. Pompeu Pompílio Pomposo, desde a década de 90
já antecipava os planos do PSDB sobre o Castelo.

Desde que João Sayad assumiu a presidência da Fundação Padre Anchieta não surge nenhuma boa nova da emissora. Ao invés, apenas tragédias e mais tragédias: demissões de jornalistas, corte de verba na programação, etc. Leia aqui n'A CORTIÇA sobre esses "trololós" tucanos que urubuzam a TV Cultura.

A mais recente catástrofe acerca da emissora foi a divulgação do cancelamento abrupto do programa "Manos e Minas", único da TV aberta brasileira dedicado ao Hip-Hop (além de abrir espaço para diversos nomes da música nacional, independentemente de ser hip ou ser hop).

Nenhuma novidade: o PSDB e seus tucanos espalhados em cargos estratégicos por aí dilacerando o patrimônico público. Não importa se é Educação, Saúde, Transporte ou Meios de Comunicação: tudo que eles metem o bico viram cinzas (exceção feita à conta bancária de seus amigos do peito).

Sobre esses temas, leiam os dois artigos abaixo:

TV Cultura: a saga de desmonte do patrimônio público

Trabalhadores da TV Cultura vivem dias de tensão na emissora sob ameaça de demissões, enquanto o bem público segue servindo ao privado em São Paulo

Por Débora Prado
debora.prado@carosamigos.com.br
12/08/2010

Os funcionários da TV Cultura estão preocupados. Não é para menos. Há anos não recebem um reajuste real no salário, nem hora extra, as denúncias de assedio moral são recorrentes e cada vez mais a carteira assinada é substituída pelo famoso PJ (quando o funcionário é obrigado a se tornar uma ‘pessoa jurídica’ para que num contrato entre ‘empresas’, o patrão não precise arcar com os direitos trabalhistas). Para piorar, no começo do mês, o colunista do R7 Daniel Castro afirmou que a direção da emissora prepara uma reestruturação que deve gerar mais de mil demissões.

Os rumores consternaram e não é para menos. Embora não haja nenhuma confirmação dos cortes, o economista João Sayad – a frente da presidência da Fundação Padre Anchieta - também não afirma que os empregos serão mantidos. A precarização das condições trabalhistas é crescente e, pior, é apenas um dos braços do desmonte e desvio da emissora, que deveria ser um bem público paulista.

Sayad fala somente em uma ‘reestruturação de conteúdo’ e em enxugar o orçamento. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo no dia 9 de agosto, disse que a grade da televisão está sendo estudada e haverá repercussões. Em reunião com o Conselho da emissora, falou em abrir o espaço para “produções independentes”.

Está armado o golpe. Com o PSDB há 20 anos a frente do governo estadual em São Paulo, acontece na cultura o que já aconteceu em várias outras áreas: a administração promove o desmonte de um bem público e depois o acusa de ineficiência para privatizar.

O discurso é frágil e baseado em premissas generalistas. Por exemplo, a emissora pode não custar tão caro quanto ele diz. Um dos funcionários fez uma conta simples e apresentou na última assembleia: a partir de um DVD institucional comemorativo calculou que, nos 41 anos de vida da emissora, ela recebeu, em média, R$ 87 milhões (valores atualizados) por ano. O montante, dividido pelos cerca de 40 milhões de habitantes do Estado, resulta na pouco substanciosa cifra de R$ 2,18. Ou seja, a emissora custa ao contribuinte menos de três reais POR ANO.

A TV Cultura já não produz nenhum programa infantil, área bem reconhecida por grande parte do público. A programação para jovens e adolescentes também está sendo atacada. Já acabaram com as gravações do Teatro Rá Tim Bum, Cocoríco, Pé na Rua e Cambalhota. O próximo alvo deve ser o Login, que, segundo os rumores internos, deve parar de ser gravado em algumas semanas.

Penélope, jornalista de oposição à gestão Sayad, foi demitida da TV Cultura
 após uma reportagem sobre um babado quentíssimo entre Serra, o Terrível, e a Soninha
.

O Manos e Minas, um dos poucos programas na televisão brasileira que retratava o universo do jovem da periferia, já parou de ser gravado. No dia 5, uma movimentação no twitter com a tag  #salveomanoseminas ficou no trending topics Brasil, ou seja, foi uma das mais citadas na rede social do País. Diante dos protestos, estão sendo colhidas assinaturas para um abaixo assinado contra o fim do programa (veja mais informações). A equipe continua indo na emissora, pois o contrato ainda não acabou, mas não sabe o que fazer. Para piorar, dos 18 funcionários, 17 são contratados pela fraude dos PJs e estão em situação super instável.

Sayad pegou os trabalhadores que de fato constroem a grade da emissora em dois pontos sensíveis: a autoestima e o emprego. Em assembléia em frente à emissora no dia 9 de agosto, muitos deles defendiam a qualidade da programação e aquilo que deveria ser a essência de uma TV pública. O deputado federal Ivan Valente (PSOL) esteve lá conversando com os funcionários e disse que “onde há fumaça, há fogo”, classificando a reestruturação como um ataque a lógica do que deve ser uma emissora pública e uma ameaça ao emprego e dignidade dos trabalhadores.

Outra assembléia aconteceu no dia 12 de agosto, na praça em frente às instalações da Cultura, em São Paulo. O Sindicato dos Radialistas de São Paulo e o dos Jornalistas devem realizar assembléias todas as quintas-feiras para tentar frear as demissões. A idéia é conseguir uma liminar na justiça que impeça qualquer corte enquanto a situação está em debate.

Segundo a direção informou às lideranças sindicais, há hoje na Cultura 2.150 funcionários, sendo 880 contratados pelo esquema de PJs. Alguns funcionários relataram, ainda na assembléia, que trabalham como cooperados. Desse total, cerca de 450 funcionários da Cultura estão atuando na TV Justiça e TV Assembleia e estão com os contratos para vencer – correndo sério risco de perder seus empregos. Os números não são exatos, nem oficiais e há muito pouca transparência nesse sentido.

A TV cultura não pertence ao Governo, mas sim ao público de São Paulo, ou seja, a sociedade civil. Ela deveria ser supervisionada pelo Conselho Curador, que infelizmente atua mais ratificando os desmandos tucanos do que supervisionando de fato se a concessão está servindo ao interesse público.



É pública

A grosso modo, o patrimonialismo é a característica de um Estado que não possui distinções entre os limites do público e do privado. O termo foi muito usado para qualificar as monarquias do absolutismo. Pois em São Paulo, alguns monarcas tucanos parecem possuir tal qualidade. Quando não privatizam diretamente, se apropriam do público para atender aos interesses privados dos grupos próximos da sigla. Isto acontece na educação, na saúde, nos transportes e até na coleta de lixo. E acontece também na comunicação.

A TV Cultura é uma rede pública e não estatal. Mas, não atua como tal. Não deveria servir ao governo do Estado, muito menos a mandatos específicos, mas na prática a coisa se complica. Ser pública significa que a vontade da sociedade civil deveria ser consultada antes de qualquer mudança estrutural. Funciona ali a mesma lógica que torna o Brasil um campo de batalha pela democratização das comunicações, onde a mídia é um dos mais fortes aparelhos privados de hegemonia ideológica.

O sistema de comunicações brasileiro é uma “herança maldita” da ditadura militar, que funciona via incentivo estatal ao desenvolvimento do capital privado. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso, do mesmo PSDB, promoveu a maior privatização na área e rifou o Sistema Telebrás.

E o governo Lula não mudou este modelo. Os meios de comunicação seguem centrados nas mãos de poucos grupos e as concessões públicas de televisão vencidas foram renovadas automaticamente, sem nenhum debate com a população. A nomeação de Hélio Costa (PMDB), conhecido no movimento pela democratização como "o ministro da Globo", é emblemática.

Desenvolver uma verdadeira TV pública no Brasil implicaria numa concepção realmente pública de radiodifusão, subordinada então ao controle público (não só estatal, mas também da população) e não à lógica comercial. Deveria conter uma programação interessante e de qualidade que representasse a diversidade cultural e regional do País.

Para isto, seria necessário termos o controle social da mídia, que poderia funcionar, por exemplo, por meio de conselhos onde a população e o os trabalhadores de uma emissora pudessem estar devidamente representados. Mas a pequena parcela que senta em cima da comunicação brasileira atualmente não abre espaço para este debate. Quando se fala em democratização pelo controle social logo gritam – censura! E fim de papo.
 
A exclusão dos excluídos

Gilberto Yoshinaga
13 de agosto de 2010

O alarido teve início na quinta-feira passada, quando uma entrevista do jornal O Estado de São Paulo com o presidente da Fundação Padre Anchieta, o economista João Sayad, tornou pública sua decisão de extinguir da grade da TV Cultura o programa “Manos e Minas”, único da TV aberta brasileira dedicado à cultura hip-hop. Deflagrada a bomba, a reação dos admiradores do programa foi imediata. Durante toda a tarde, no Twitter, a expressão “#salveomanoseminas” figurou no trending topics brasileiro.

O repúdio ao fim do programa televisivo semanal, que neste sábado vai ao ar pela última vez após pouco mais de dois anos no ar, se espalhou com velocidade para além do microblog. Mais do que uma massa de internautas indignados, a mobilização ganhou a adesão de diversos artistas, simpatizantes da cultura de rua e jornalistas, como Pedro Alexandre Sanches (colaborador da CartaCapital) e Gilberto Dimenstein. Numa iniciativa inédita, os principais sites voltados para o hip-hop, como Central Hip-Hop, Per Raps, Coletivo e Noiz, se uniram para organizar uma reivindicação conjunta. Protestos verbais ecoaram e abaixo-assinados tomaram corpo em shows, eventos e saraus do gênero, realizados por todo o Brasil.

Cinco dias depois do fim do “Manos e Minas” ser anunciado, na terça-feira o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) usou a tribuna do Senado para manifestar seu apoio à continuidade do programa. Num discurso em que comparou a importância da poesia de Mano Brown, dos Racionais MCs, à de Patativa do Assaré, “para compreendermos hoje as aspirações dos jovens das periferias das grandes cidades”, Suplicy fez um apelo para que Sayad repense sua decisão e mantenha o programa de hip-hop na grade da TV Cultura. “Parece-me que essa é uma decisão que merece ser reconsiderada”, emendou o senador, que também leu no Senado uma carta de protesto encaminhada por representantes do hip-hop brasileiro.


Um dia antes, Suplicy havia solicitado uma reunião com o presidente da Fundação Padre Anchieta para debater a situação da emissora, que também anunciou a retirada, de sua programação, dos programas “Login” e “Vitrine” (este, sob a alegação de que haverá uma “reformulação”). Também há rumores de uma possível demissão em massa. Fala-se em um corte de até 80% dos cerca de 1,8 mil funcionários, o que, até o momento, é negado por Sayad – que já afirmou ter a intenção de enxugar a folha de pagamento, argumentando que é preciso reduzir os gastos da emissora. O pedido da reunião, feito por Suplicy, foi respondido com um e-mail seco e curto, em que Sayad diz nada ter contra o hip-hop mas não responde se receberá o senador.

A discussão, no entanto, já preocupa o Ministério da Cultura, principalmente pela maneira como a decisão unilateral chegou a público, sem qualquer diálogo com as partes envolvidas. Funcionários ligados ao programa souberam de seu fim através da imprensa.

A decisão repentina de retirá-lo do ar sugere que não houve planejamento, já que o convite para alguns artistas que tinham apresentações agendadas no programa teve de ser desfeito, constrangendo a equipe de produção e frustrando músicos. Na próxima semana, representantes do hip-hop deverão se reunir com o secretário-executivo Alfredo Manevy, o secretário do audiovisual Newton Guimarães Cannito e o secretário da identidade e da diversidade cultural Américo José Córdula Teixeira, a fim de analisar o caso e buscar uma alternativa para que o hip-hop continue com um programa em TV aberta.

 
“Sempre encarei o ‘Manos e Minas’ como um trabalho e uma missão: mostrar a periferia que o Datena não mostra”, lamenta o escritor e cineasta Alessandro Buzo, que desde a estreia do programa apresentou o quadro “Buzão Circular Periférico”, tendo feito reportagens que mostraram peculiaridades culturais de quase 50 bairros de periferia. “Não vou chorar e muito menos cuspir no prato em que comi. Só acho uma grande injustiça. Primeiro, porque o programa dá bastante repercussão e rende mais Ibope que muitos da casa. Segundo, porque era o único a retratar a periferia de forma inteligente na TV aberta ou fechada, o único programa que abria espaço pro hip-hop.”

A TV Cultura informou que renovará sua grade de programação, razão pela qual esta e outras produções serão interrompidas. “Outros programas serão desenvolvidos para atender, com a qualidade desejada, ao variado público da emissora. Cumpre acrescentar que a equipe envolvida na citada produção deverá ser realocada para as novas produções”, assegura a emissora. Não foi explicado o critério utilizado para a escolha dos programas que deixam a grade.

Ironicamente, diz o site da Fundação Padre Anchieta: “Nossa produção estará sempre comprometida com a veracidade, trabalhando no sentido de universalizar o direito à informação e à comunicação (…), buscando novas linguagens e formatos, em favor da solidariedade, da democracia e da paz, para assim expressar a diversidade brasileira, socializando a produção do conhecimento e fortalecendo a causa da televisão pública”.

E para quem ainda não entendeu a importância do programa, veja este vídeo de BNEGÃO  E OS SELETORES DE FREQUÊNCIA no Manos e Minas



E agora que está bem informado, assine aqui o abaixo-assinado para salvar o Manos e Minas!

OBS: ATENÇÃO!!! Posteriormente ao fechamento desta edição (ou seja, depois de ter ido para gráfica e tudo mais), chegou até os editores d'A CORTIÇA o excelente artigo "As idéias descontinuadas", de Rosane Pavam, da Carta Capital.

Entre outros pontos que nos fazem enteder mais e melhor o porque de o PSDB atacar violentamente a TV Cultural, ressaltamos este: 
"Os bastidores falam em “desmonte” da emissora com o objetivo de fazê-la caber na verba destinada pelo governo estadual, de 80 milhões de reais. Os dois terços atualmente não provenientes dela, nascidos da publicidade e da prestação de serviços, seriam eliminados. Ao pagar integralmente a conta, o Estado decidiria o que veicular. Pelo contrário, como está hoje, segundo a crença dessas fontes, a emissora pública de direito privado tem autonomia razoável em relação ao governo. Por pouco, até, ela permitiu que uma reportagem sobre pedágio nas rodovias paulistas, supervisionada pelo então diretor de Telejornalismo, Gabriel Prioli, fosse veiculada no Jornal da Cultura, no início de julho. A direção deu-se conta a tempo da apuração e vetou a transmissão da matéria, demitindo Prioli, que iniciara suas funções sete dias antes."

Esclarecedor...
Leia a íntegra aqui.

01/08/2010

A batucada de Philip Glass e Robert Crumb

CHEGA! Chega da Mércia, chega do Bispo, da menina Isabela, dos Nardoni, da menina Eloá, do goleiro Bruno, do Macarrão, do Spaghetti, do Gil Gomes e do Alborghetti! Sim! Existe vida fora desses noticiários policialescos (aliás, só há vida fora deles mesmo...)!

Meus amores, vamos falar de arte um pouquinho!

Neste exato momento, enquanto vocês se informam no blog mais quebradeira do quarto andar do meu prédio, estão passando pelo Brasil dois artistas inomináveis, figuras ímpares, mestres em seus campos de atuação: Philip Glass e Robert Crumb! (poizé, eu também dei gritinhos e pulinhos colegiais abanando as mãos quando fiquei sabendo)

PHILIP GLASS



Esse passou rapidinho por aqui. Na verdade, no dia 30 de julho se apresentou no Equador e aproveitou para participar da abertura da instalação “A Soma dos Dias”, em parceria com o artista plástico Carlito Carvalhosa, em 31 de julho, lá na Pinacoteca de São Paulo. Sua passagem por SP ocorreu pois alunos da Escola de Música de São Paulo – Tom Jobim executarão algumas obras  de Phillip Glass nas instalações de Carvalhosa. Leia a nota no próprio site da Pinacoteca.

Não é a de hoje que ele conhece a nossa batucada. Já gravou “Days and Nights in Rocinha” (1997), escrita após uma visita à favela da Rocinha, e "Águas da Amazônia" (2006) com o Uakti, álbum magnífico e que você encontra aqui n'A CORTIÇA. Para saber mais sobre o compositor, acesse seu site aqui.

Veja e ouça esse trecho de um de seus trabalhos mais impressionantes, "Koyaanisqatsi" (1982), dirigido por Godfrey Reggio.

Ah, mantenha a calma! Em breve você poderá obter o filme completo e sua trilha sonora genial n'A CORTIÇA mais próxima de você! Enquanto isso, vá se deleitando com uma das trilhas sonoras mais marcantes de Philip Glass clicando aí embaixo da capa (mas não é para chorar, hein)


ROBERT CRUMB


Ah, para esse vamos dedicar um pouco mais de espaço...

Se você sair um pouco do universo de HQs padrão "Marvel/DC" irá se maravilhar com o admirável mundo novo que se abre a sua frente. E, sim, nessa "Pandora" há um deus: Crumb! Não que ele seja o criador de tudo, mas é reverenciado por todos (inclusive pelos mais ateus). Com o devido perdão dos outros grandes, Crumb é a figura viva mais importante da HQ mundial.

Um dos personagens mais marcantes da contra-cultura da década de 60, nosso ilustre  tocador de banjo do "R. Crumb and his Cheap Suit Serenaders" vai dar uma voltinha pelo Brasil para a edição de 2010 da FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty. Veja a matéria aqui no site do evento.

Entre as criações imortais do artista estão Mr. Natural e Fritz, The Cat (este já mostrou suas garras aqui n'A CORTIÇA). Para ter um vislumbre mais completo da sua obra, acesse o site de Crumb bem aqui.

Veja esse trecho do documentário "Crumb" (1994), dirigido por Terry Zwigoff
Quer ver inteiro, então pegue o torrent aqui embaixo e divirta-se.


E que tal se, antes de ir dormir, você mergulhasse em algumas de suas obras?! Bom, lá vai...

Em inglês, há três arquivos com muita coisa extraordinária.

Ah! Clique nos nomes embaixo das capas....


 "Blues"


... E nunca mais dê um centavo para o Tio Patinhas novamente, certo?!....QUAC!!!

13/07/2010

Harvey Pekar, o mais agradável dos ranzinzas.

Infelizmente o ano de 2010 não tem sido dos melhores para os apreciadores de Histórias em Quadrinhos (HQs). Para nossa tristeza e lamentação, morreu nesta segunda-feira, 12 de julho, em Cleveland, nos Estados Unidos, aos 70 anos, Harvey Pekar, um dos quadrinistas mais incríveis de todos os tempos.

Harvey Pekar (1939-2010). 
Working-class disgusting!

Como vocês se recordam, no dia 12 de março um playboy retardado assassinou nosso tão amado Glauco e seu filho. No meio de tanta dor e raiva, A CORTIÇA prestou sua homenagem ao Glauquito em um post que você pode acessar novamente aqui para matar saudades (ou aumentá-las). E agora, passados exatamente quatro meses, perdemos Pekar.

Nascido em Cleveland (em 08 de outubro de 1939), Harvey Pekar era o cara mais ranzinza do mundo (você acha fácil ser detentor desse título?) e um incorrigível amante voraz de jazz, cujos álbuns, colecionados desde a década de 1950 (alguns extremamente raros), empilhados e bagunçados, amontanhavam-se e disputavam com o restante da mobília e com o próprio Harvey quem ocuparia mais espaço na casa. Nosso anti-herói passou a escrever críticas de jazz a partir de 1959. Além disso, assim como todos nós, trabalhava num emprego mequetrefe que servia menos para pagar as contas do que para não deixá-lo esquecer da vida de "zé" que tinha de suportar. Veja o ranzinzão num desses talk-shows idiotas:

 

Se muitas vezes ficar falando da vida pessoal do artista defunto é apenas firula, para Pekar faz realmente toda a diferença. Afinal, ele foi o responsável por uma das publicações undergrounds de maior relevância dos quadrinhos: American Splendor. E a revista funcionava assim: Pekar criava os argumentos sempre se pautando em experiências pessoais cotidianas. Aliás, cotidianíssimas, os momentos mais triviais da vida de um ser. Nada de heroísmos, situações hilariantes e outros clichês impossíveis ao transeunte comum. 

E justamente daí vem o brilho de suas histórias: traduzir para a HQ todas as cretinices do dia-à-dia  de mais um pedestre sem cair no marasmo de relatos desinteressantes (um faro raro que falta, por exemplo, aos sites de relacionamentos pessoais hoje em dia). Com o argumento feito, inúmeros desenhistas se aventuravam para ilustrar suas desaventuras. Você já ouviou falar sobre a tal da poesia do cotidiano, o "vida besta, meu deus" do Drummond? Pois bem, essa tradução do corriqueiro em algo notável você encontra na American Splendor.

Capa da edição nº04 da American Splendor, de 1979, desenhada por Robert Crumb.

No total, a revista teve 39 edições publicadas entre 1976 e 2008. Dentre os inúmeros artistas que participaram da revista estão Robert Crumb (primeiro ilustrador da revista e amigo pessoal de Pekar), Spain Rodriguez, Joe Sacco, Alan Moore, Hunt Emerson e muitos outros. Veja mais sobre os artistas que ilustraram a revista e a trajetória de Pekar no artigo de Sérgio Codespoti.

A própria esposa de Pekar, Joyce Brabner, também fez suas ilustrações. Vale lembrar que os dois se conheceram no ano de 1983, por conta da da revista American Splendor. O casamento, aliás, apareceu na American Splendor nº10, na história Harvey's Lactes Crapshoot: His Third Marriage to a Sweetie from Delaware and How His Substandard Dishwashing Strains Their Relationship. Companheiros até o fim da vida, foi Joyce quem, infelizmente, encontrou o corpo do marido, vencido após uma luta contra o linfoma que se prolongava desde 1990.

 Joyce e Harvey nas filmages de "American Splendor" (2003)

Um dos últimos projetos de Pekar era um site no mesmo modelo da revista: artistas e mais artistas retratavam suas trajetórias rotineiras. Acesse The Pekar Project e divirta-se muito! E para A CORTIÇA não há muito espaço para lamentações. Afinal, como já dizia o Henfil: "Morro, mas minha arte fica!" 

Em português há pouquíssimas coisas de Pekar. Há uma edição da Piratas do Tietê (do Laerte) em que há algumas histórias. Mais recentemente, a Conrad  Editora lançou Bob & Harv - Dois Anti-Heróis Americanos, que conta com o prefácio do Laertón. Vale muito a pena correr atrás dessas edições em português.

Aos que falam a língua-mãe, ou seja, o inglês(!), eis alguns links para baixar algumas American Splendor. Enjoy it, bróda!
E não poderíamos nunca esquecer de falar do filme magistral sobre a vida de Harvey Pekar (narrado por ele mesmo). O nome? Óbvio: American Splendor. Filmado em 2003, o Círculo de Críticos de Filmes de Nova York considerou a obra como melhor filme de diretor estreante do ano, prêmio dado à dupla de diretores e roteiristas Robert Pulcini e Shari Springer Berman. No Brasil, o título ficou como Anti-Herói Americano. Quer ver? Então pegue aqui embaixo e divirta-se (é só clicar no nome)!


Os dados do arquivo acima são: 
Tamanho: 700 MB / Idioma do Audio: Inglês / Legendas: Português-Br / Qualidade do Vídeo: DVD-Rip  / Direção: Robert Pulcini & Shari Springer Berman / Ano de Lançamento: 2003 / Tempo de Duração: 94 minutos.

E seria uma completa desonra oferecer de bandeja esse filme sem acompanhá-lo de sua magistral trilha sonora (que contou com escolhas do próprio Pekar). O mais fino do jazz está aqui para você ouvir por longas horas (lendo sua American Splendor, óbvio). Clique no nome do disco e se prepare para o melhor!


Neste álbum você encontra maravilhas de  Dizzy Gillespie, Lester Young & The Oscar Peterson Trio,  R. Crumb & His Cheap Suit Serenaders,  John Coltrane entre tantos outros. É deitar e rolar.

E a sua vida patética, como vai? Se você fosse escrever sobre ela, renderia uma obra de arte magistral ou um perfil no Facebook?...

23/05/2010

No Brasil, só gente bonita!

Alguns dos nomes mais incríveis da música internacional não perdem a chance de dar uma passadinha pelo Brasil. Primeiro que eles levantam uns trocados bem amigáveis, e, afinal, como diz o Zé Simão, "o brasileiro é cordial!"

Aproveitando-se do acesso de milhões de leitores fanáticos, a A CORTIÇA dá mais visibilidade a dois artistas fantásticos que estão a transitar por essas terras: Yann Tiersen e Madeleine Peyroux.

Se quiser uma biografia deles, acesse esses sites aí em cima em seus nomes.

Em todo caso, aos que nunca ouviram falar, lá vai.

YANN TIERSEN


Entre seus trabalhos estão as trilhas sonoras de "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" (2001) e "Adeus Lênin"(2003). Veja esse vídeo (de celular) da sua última apresentação no Brasil, em 2007


Dessa vez ele está se apresentando na Virada Cultural Paulista. Será que dá tempo de você correr até lá? Veja a programação aqui.

Mas para quem não vai mesmo, pois, enfim, não vai, ficam aqui dois álbuns maravilhosos para horas de puro deleite. Pegue aqui embaixo e divirta-se!




MADELEINE PEYROUX


Entre seus trabalhos estão "Careless Love" (2004) e "Half The Perfect World" (2006). Também já andou hipnotizando todo mundo aqui no Brasil anteriormente. Veja um pouco desse show em São Paulo, em 2007


Agora em junho ela irá se apresentar em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, será no HSBC Brasil. Se você não pretende gastar R$ 350,00 para ficar na platéia prime, você pode ouvir alguns ábuns fantásticos aqui neste torrent. Se estiver com pressa, então pegue aqui embaixo e divirta-se:


E se você quiser colaborar com um mundo melhor, participe da campanha S.O.S - SALVE A BALEIA: não deixe essa baleia morrer sem ir ao show da Madaleine e doe qualquer quantia! Uma campanha do Instituto A Cortiça Por um Mundo Melhor.

25/04/2010

Velost entrevista Kiko Dinucci

Ando pensando seriamente em oferecer um salário de mierda para o meu bródi Velost Wamba trabalhar com exclusividade para A CORTIÇA. Não fosse por ele, o que seria da vida cultural de nós, reles mortais leitores de jornais?

Vejam só a última do Velost: ele fez uma entrevista muito massa com o Kiko Dinucci. Vejam só



Lembro-me dos anos gloriosos de um tempo longínquo que ficou lá atrás em lugares imemoráveis (tipo o Centro Cultural São Paulo, em 2008, hehe). Foi lá que o próprio Velost que me apresentou Kiko Dinucci e Bando Afromacarrônico

 Ouça o fantástico som de Kiko Dinucci e Bando Afromacarrônico

Caso você ainda não conheça, vale se informar sobre as apresentações do grupo e arranjar um CDzinho honesto do pessoal. Músicas excelentes do começo ao fim. Duvida? Olha só


Além disso, recomendo também o blog do Kiko Dinucci. Muito legal! Acesse aqui.

Agora só falta o Velost aceitar minha oferta! E aí, Velost! Topas? Casa, comida e tapão na orelha!!

11/04/2010

The U.S. vs John Lennon

Domingo à noite é sempre fantástico! Rolezinho, cineminha e tudo mais! Em cartaz, o documentário "The U.S. vs John Lennon" (2006), dirigido por David Leaf e John Scheinfeld! Delííícia.

Por meio de imagens de época, entrevistas incríveis com uma galera de peso, music, music and good fucking music, mergulhamos em um retrato muito bem feito sobre o que foi a contra-cultura dos anos 60 e 70,  respiramos junto com aquelas pessoas da tela a importância artística e política de John Lennon em um dos momentos mais traumáticos do século XX. 

Se no Brasil a temperatura estava sufocante e o ar irrespirável por conta dos Anos de Chumbo, nos EUA a situação definitivamente não estava muito melhor. Eram os anos de Richard Nixon (1969-74).
 
Massacre de Ken State, em 04 de maio de 1970.
Na passeata anti-guerra, a Ohio National Guard abriu fogo contra estudantes desarmados.
Quatro foram assassinados. Outros nove feridos (sendo que um ficou paralítico).
E um presidente ficou bem satisfeito.

E é o próprio John Lennon quem afirma por diversas vezes: "o flower-power acabou.  É necessário construir algo novo". Como sabemos, trata-se de um John bem diferente da época da beatlemania.

Pois é... os Beatles...

Assim como a maior parte do pessoal da minha idade (ou seja, vinte e alguma coisa), passamos a gostar mais de Beatles quando, na surdina, surrupiamos os LPs dos nossos pais. Porém, passada a curtição inicial, vem  aquela decepção do tipo "pô, mas eles só falam de amor e tal?!"

Até que em um belo dia, sob óbvia influência das más companhias, você fica sabendo que os anos 60, o Bob Dylan e o Dr Robert salvaram tudo! E aí toda sua visão sobre os caras é alterada. Digamos que as portas da percepção se abrem para novas sinestesias auditivas!

[Aliás, pausa: é incrível como a tal da beatlemania da mídia mainstream camufla a fase mais lisérgica e madura da banda (prefere insistir em clichês inofensivos dos "garotos de Liverpool" colocando as meninotas para gritar e desmaiar).]

Estariam essas fãs insandecidas em frenesi incontrolável devido à barba do Maharishi Mahseh Yogi?

Poizé! Nessa hora seu interesse pelo trabalho deles se expande, encontram-se mensagens escondidas nas capas, nas letras, até rodando o disco de trás pra frente e esse papo todo. Pesquisando um pouco mais, vai ficando óbvio o porque dos documentários mais interessantes terem como alvo o John, e não o Paul (que  depois tomou um olé até do Michael Jackson).

Mas eis que surge uma tal de Yoko Ono! E ainda hoje ela é apresentada por muitos como  a seca-pimenteira responsável pelo fim do time. Olha, em minha opinião, os maiores crimes dela são suas "performances" "artísticas", tão "conceituais" quanto aquele modelito do chapéuzinho de lado e óculos na ponta do nariz que ela insiste em usar em qualquer aparição pública hoje em dia.

Performance "Cut Piece" de Yoko Ono (Kyoto, 1964).
Minha veia rude-boy prefere chamar de "Cut It Off"!

Bom, qualquer leitura menos fanática da trajetória dos Beatles percebe logo que de Eva a Yoko não teve nada, pois eles não estavam no Paraíso já fazia um certo tempo.

O fato é que nessa época John assume totalmente um caminho bem mais interessante que os demais do grupo. E sem muitas delongas, é aí que o documentário começa. Olha só esse trailer



Ah, se não confia em trailers, veja um dos trechos mais intensos do filme aqui.

Será que o Paul fica pensando "por quê não fazem um filme assim sobre mim"?... Por quê será, hein?


Trata-se, sim, de um documentário excelente e envolvente. No meio de imagens e músicas magistrais da época, o filme conta com depoimentos de gente como Noam Chomsky, Angela Davis, Tariq Ali, Bobby Seale entre outros. Enfim, se quiser ver o filme inteiro, é só pegar aqui embaixo de se divertir à vontade.


 Fui, Vi e Curti! (como isso ficaria em latim?)

A trilha sonora muito bem compilada do filme está no Ninho Musical. Mas se estiver com um pouquinho de pressa, pegue aqui embaixo.



E, gente, depois de ver o filme e ouvir esse álbum, só não vale chorar, hein! (... pelo menos não sozinho)
Divirtam-se!

10/03/2010

Fela Kuti

Se você está acostumado e satisfeito com essas musiquinhas cretinhas por aí, então, cuidado: isso aqui é Fela Kuti !!



Balançou né?! Quer mais, não é mesmo?! Então pega aqui embaixo e divirta-se

Bo Diddley - Fritz the Cat




Essa sonzera que você ouviu aí em cima é a "Bo Diddley", do próprio Bo Diddley, que até 2008 estava por aí com sua música poderosíssima. Para ouvir mais dele, pegue aqui embaixo.


E acho que você notou no videozinho que a sonzera está inserida em um desenho animado! Sim, é ele mesmo, Fritz, the Cat, um dos maiores personagens de Robert Crumb. O filme é de 1972, e é dirigido por Ralph Bakshi (que tem outras animações muito boas também). O único que não gostou do filme foi o próprio Crumb, que, entre outros motivos, ficou insatisfeito com as proporções da popularidade do gato vagabundo e matou o próprio personagem.

Quer ver o filme? Pegue aqui

Quer ouvir a trilha sonora do filme, pega aqui embaixo e divirta-se.